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corrida categoria : corrida | 15.11.2008 / 11h46

GTR Evolution

autor: DJ Losada, Luis Carlos e Marcos Gomes

A Simbin Studios, produtora da série GTR é uma empresa Sueca, com seu principal estúdio de desenvolvimento na cidade de Gotemburgo, além dos estúdios adicionais em Vara e Falun. Desenvolvedora de jogos para PC´s (Windows) e mais recentemente para consoles (Xbox 360) a empresa lançou em 2003 um Mod que reproduzia a temporada de 2002 do campeonato de GT da FIA, usando a engine ISI, na plataforma F1 Challenge, que obteve um grande sucesso e que deu origem a série GTR.


Animados com o sucesso do Mod GTR 2002, os diretores Henrik Roos, Johan Roos e Ian Bell, contrataram uma força tarefa de 25 programadores, consultores, artistas gráficos e engenheiros de áudio. Alguns desses funcionários trabalhavam em diferentes continentes. Uma curiosidade é que Henrik Roos é tri-campeão do campeonato Sueco de GT.

A empresa comprou da FIA uma licença de longo prazo, para reproduzir em um simulador a temporada de 2003 do campeonato de GT da FIA. O Simulador GTR foi desenvolvido contando com a colaboração da própria FIA e das equipes e pilotos participantes daquele campeonato. No final de 2004, além dos 25 empregados contratados outro tanto de empregados temporários foram recrutados e o GTR foi lançado em março de 2005.

O GTR foi um sucesso imediato no mundo dos simuladores de corridas, onde havia uma lacuna nos simuladores de turismo, pois a maioria dos simuladores era voltado para a Fórmula 1. Com um grau de realismo sem paralelo até então, o GTR reproduzia fielmente a temporada de 2003 do campeonato de GT da FIA. Todos os carros e pistas (abaixo) foram fielmente reproduzidos, nos mínimos detalhes. A modelagem 3D elevou a simulação de corridas nos PC´s à níveis nunca visto antes. Até os capacetes e macacões dos pilotos foram reproduzidos.



* Carros: Ferrari 550, Ferrari 575, Chrysler Viper, Lister Storm, Lamborghini, Saleen S7-R, Corvette C5-R, Porsche 993 GT2, Ferrari 360, Porsche 996 GT3, Morgan Aero 8, Mosler MT900R, SEAT Toledo GT, BMW Z3 M, e Lotus Elise.
* Pistas: Barcelona (Espanha), Magny-Cours (França), Enna-Pergusa (Itália), Brno (República Tcheca), Donington (Grã-Bretanha), Spa-Francorchamps (Bélgica), Anderstorp (Suécia), Oschersleben (Alemanha), Estoril (Portugal) e Monza (Itália).

Gráficos belíssimos e áudio gravado diretamente de cada carro, reproduziam fielmente o clima de um fim de semana de corridas em vários circuitos mundo afora. Mas isto não era tudo. O GTR foi além, trazendo as variações climáticas para as pistas, onde uma corrida poderia ser sob um sol escaldante ou sob chuva, podendo até mesmo chover mais em um determinado trecho da pista. A Simbin introduziu também uma tecnologia chamada “live track”, em que a pista vai ficando mais emborrachada ao longo da prova, formando um trilho, tal qual acontece no mundo real. Outro grande avanço foi a introdução da telemetria usando um software mundialmente conhecido: O MoTeC, que é usado em praticamente todas a competições a motor do mundo real, que dá uma enorme ajuda no acerto do carro.

Os programadores reproduziram fielmente todas as reações dos carros reais nos modelos matemáticos usados no simulador. Tudo, absolutamente tudo é reproduzido no simulador: simulação de força G - que faz a visão do piloto chacoalhar -, desgaste de pneus, desgaste de motor, consumo de combustível, temperatura da água e do óleo do motor, temperatura e pressão dos pneus e até mesmo a fadiga dos freios e a perda de eficiência dos mesmos quando submetidos a altas temperaturas - que chegam a ficar incandescentes - são absolutamente reproduzidos. Todos os ajustes existentes no carro real também estão presentes no simulador: ajustes aerodinâmicos, ajustes de barras estabilizadoras, molas, amortecedores, altura do carro, camber, caster, câmbio, diferencial, limitador de giros, abertura ou fechamento de dutos de refrigeração dos freios e também do radiador, etc. Danos de eventuais acidentes, quebras de motor, de suspensão, pneus furados, tudo é fielmente reproduzido usando os dados de telemetria da categoria real. Esse é o grande trunfo do GTR. Ele é baseado na telemetria da categoria real e não no modelo empírico usado na maioria dos Mod’s e simuladores que conhecemos.

Na esteira do sucesso do GTR, a Simbin lançou em setembro de 2006 o GTR2, que trouxe mais carros e mais pistas além das existentes no GTR1. Com gráficos, sons e efeitos especiais ainda melhores, a Simbin repetiu a receita do sucesso e é até hoje um simulador usado por muitas ligas.



Em novembro de 2006, a Simbin lançou um novo simulador, o Race, que reproduzia a temporada de 2006 do campeonato mundial de carros de turismo (WTCC) da FIA. O simulador, lançado às pressas, por força de contrato com a FIA, não chegou a fazer grande sucesso, mas mostrava um enorme potencial.

Em 2007, a Simbin lançou o Race 07, que além da categoria principal (WTCC), incluiu outras categorias - Formula 3000 (Euro Formula 3000), Radical (SR3 e SR4), Formula BMW, Caterham (CSR200, 260 e 320 concept), Mini Cooper S e 2 carros da temporada da WTCC de 1987 (o Alfa Romeo 75 e o BMW M3).

Em outubro de 2008, dando seqüência a série GTR, a Simbin lançou o GTR Evolution, reunindo em uma única plataforma, os seus maiores sucessos. O GTR Evolution fez o que parecia impossível, elevar ainda mais o nível de realismo e a imersão proporcionados pelo GTR/GTR2. O GTR Evolution é uma expansão que adiciona ao Race 07 novas pistas, incluindo a mística Nordschleife - Meca de todos os apaixonados por corridas de automóveis - fielmente reproduzida em seus 20 quilômetros de extensão, além dos carros super potentes das categorias GT (Pro, Sport, Club, e Production) e WTCC Extreme.

Especula-se que em 2009 a Simbin lançará uma nova versão do GTR com uma engine própria, a Lizard, que já é usada atualmente no Race Pro - que é a versão do Race 07 para o Xbox 360 - com gráficos que rivalizam com os da concorrência.



Jogabilidade

A jogabilidade certamente é o ponto alto da franquia, e com o Evolution, não foi diferente. Já participei de alguns campeonatos virtuais no Brasil com estes simuladores e o consenso que sempre ouvi entre os pilotos virtuais é que, pela excelência como o mesmo é feito e a realidade transmitida, este jamais deveria ser chamado de jogo, mas sim, com todas as letras, de simulador.

No quesito jogabilidade, a Simbin trouxe as maiores evoluções quando comparados aos precursores da série. Podemos considerar que o nome dado ao jogo, que traduzindo significa ‘Evolução’, foi perfeitamente coerente e retrata claramente a proposta da empresa: Trazer uma evolução ao que já possuía quando o assunto é simulador de corrida.

Seguindo a filosofia da série GTR e Race07, o Evolution surge como o simulador que melhor consegue reproduzir as reações de um carro de corrida, critério mais valorizado pelo público que aprecia esse tipo de game.

Quem comprova essa afirmativa são os próprios pilotos profissionais que, além de terem participado na construção do simulador, constantemente são vistos praticando nos momentos de folga. Assim como acontece em todo mundo, podemos citar aqui no Brasil casos como o de Sérgio Ramalho piloto profissional da Stockcar Light, Valdeno Brito piloto vencedor da Corrida do Milhão na principal categoria do automobilismo brasileiro, a Stockcar, dentre outros.



Segundo a percepção dos usuários da série, o Race07, quando comparado ao GTR2, trouxe evoluções perceptíveis na física dos carros. Contudo, deixou uma lacuna a ser preenchida, cujo GTR Evolution vem para cumprir com louvor este objetivo. Assim sendo, com este simulador, o público apaixonado por simuladores de corrida, que exigia no Race07 a presença de carros mais potentes e de tração traseira, terá diversas opções.

No GTR Evolution, o que ficou evidente é que a simulação da aderência dos pneus é completamente diferente do GTR2, transmitindo ao piloto um comportamento mais realista. De fato, essa pode ser considerada a principal modificação e evolução feita na série.

Já nas primeiras voltas é perceptível e gritante esta diferença. Um dado que comprova essa afirmativa são os tempos de volta, que estão muito mais próximos ao da realidade, algo que não acontecia com o GTR2. O que se percebe também no GTR Evolution é que os pneus estão mais “lentos”, proporcionando ao carro uma velocidade de curva mais compatível com a que vemos em vídeos Onboard. Com isso, agora o carro tem que ter um espaço de rolagem maior durante as curvas, um traçado mais correto para conseguir contorná-las sem perder tempo e uma aceleração mais gradativa em suas saídas. Enfim, aparentemente uma física de pneus bem diferente do GTR2, sendo muito mais apurada e fiel ao que acompanhamos na realidade.

O sucesso desse resultado pode ser creditado ao brasileiro Renato Simioni, que participou ativamente dos testes para edição da física dos carros. O rapaz, que foi convidado pela Simbin por ficar famoso em ser o autor de uma das melhores físicas de pneus já vistas em simuladores de corrida, a do Mod F1-79 para o rFactor, mostrou ao que veio. O brasileiro conseguiu chegar a um resultado que proporcionou uma simulação jamais vista em jogos deste gênero. Passar na grama, atacar uma zebra, acelerar em um ressalto da pista, ficou muito mais realista e difícil.

Diferentemente do GTR2, no Evolution asfalto é asfalto, assim como grama é grama. O pneu agora perde mais contato com o solo ao se deparar com obstáculos desse gênero, dando a sensação de quicar com maior intensidade. O resultado é uma melhor simulação da perda de aderência nessas situações. O mesmo também ficou muito bem simulado quando o carro se depara com as ondulações da pista, exigindo maior controle do piloto com o pedal e com o volante. Dependendo da zebra, se atacar muito, o carro chicoteia e prejudica bastante a retomada em uma saída de curva.



Outro aspecto interessante no GTR Evolution é o equilíbrio entre os carros, o que no GTR2, segundo os diversos usuários pelo mundo, era um dos pontos a serem corrigidos. Respeitando os modelos de cada categoria, o que ficou notável é que os carros, apesar de terem características e especificações técnicas bem distintas, possuem um desempenho final muito equilibrado. Na teoria, chega a ser difícil de entender como um carro, com cerca de 100 cavalos a menos em seu motor, consegue fazer os mesmos tempos de volta que outro carro da mesma categoria, que leva essa vantagem de potência. Porém, na prática, esse equilíbrio acontece no GTR Evolution, o que deixa o jogo ainda mais interessante e diversificado.

O que chama atenção no Evolution é a variedade de modelos de carros em cada categoria. Cada um deles possui uma característica marcante ao guiar, sendo facilmente perceptível pelo piloto. Assim, existem carros para todos os estilos de tocada, agradando a todos os gostos. Por outro lado, há quem diga que o jogo deixou a desejar nesse aspecto, por não ter presente marcas tradicionais do automobilismo mundial, como por exemplo, Ferrari, Porsche, Lamborghini e Maserati. O fato é que muitos acostumaram com a chancela FIA GT presente no GTR2, o que não foi o objetivo da empresa ao trazer o Evolution, por se tratar de um pacote de expansão para o Race07, que diferentemente, tem como foco retratar a categoria da FIA WTCC.

Outra evolução perceptível nessa série foi com relação às penalizações por corte de pista. A fiscalização feita pelo próprio jogo está muito mais rigorosa. Se abusar um pouco mais no ataque a uma chicane, é advertência, penalização e tempo de volta anulado. Após algumas advertências, caso o piloto continue cortando pista, o mesmo recebe um drive-through. Agora, diferente do GTR2, o piloto precisa ser muito mais cauteloso e prudente em trechos desse tipo. O mais interessante é que caso o piloto perceba que atacou em excesso a uma zebra, ainda existe a possibilidade de tentar aliviar no acelerador e assim o computador reconhecerá e livrará o mesmo de uma advertência, sendo um método muito inteligente.

Em suma, quem acredita que o GTR Evolution é um simulador que traz poucas mudanças para série GTR e que foi feito simplesmente para Simbin fazer um upgrade em uma engine tecnicamente saturada, se engana profundamente, pois a evolução foi evidente. Em uma ótica otimista, podemos considerar que seus criadores ainda conseguiram tirar leite de pedra e somente andando no simulador para poder comparar com os demais da série e entender o que estou afirmando.



Gráficos & Áudio

A parte mais controversa do game são os gráficos. Para muitos, extremamente ultrapassados, já para outros, carros de cair o queixo. Já estava claro que isso aconteceria devido a Simbin continuar usando a mesma engine em todos os jogos e ainda mais agora, que fica evidente que a tal engine gráfica não tem mais para onde ir, ou seja, já está no seu máximo de potencial gráfico.

Se a Simbin quiser mudar o visual de futuros jogos de corrida, terá que usar outra engine já especulada por muitos e, recentemente, confirmada pela própria empresa para ser utilizada em um futuro próximo em seus jogos de computador, denominada de Lizard.

Em tempos de GRID, onde o visual é um espetáculo a parte, a Simbin corre atrás do prejuízo, indo para outro lado, onde neste caso, a sua engine dá um show e que ainda é considerada uma das melhores da atualidade em termos de realismo.

Isso se dá ao fato do game ser um simulador, e assim, a parte que simula todos os aspectos dos carros como a parte mecânica e comportamento da física fazem com que, mesmo que visualmente ultrapassada, a engine ainda seja ainda a preferida pelos fãs de simuladores automobilísticos. Em resposta as perguntas feitas pelos próprios usuários, a Simbin disse que a empresa possui arquivado milhares de dados capturados da telemetria real dos carros, contudo, a capacidade de processamento dos computadores atuais ainda é um fator limitante para que todos estes sejam inseridos simultaneamente para os cálculos de física e o conteúdo gráfico de um simulador, o que de fato, possibilitaria um jogo ainda mais realista do que conseguiram até o momento.



Apesar da simplicidade, quem ainda não viu o Race e Race 07, sentiu uma diferença significativa em relação ao último game da série GTR, que no caso é o GTR2, lançado há alguns anos atrás. Os efeitos visuais adaptados para a engine no game da série Race se mantém no GTR Evolution. Os gráficos são mais cristalinos e as texturas mais nítidas e detalhadas. Efeitos como fumaça, por exemplo, são melhores que no GTR anterior. Até mesmo pequenos detalhes que foram adicionados ao Race07, como por exemplo, sujeira no pára-brisa, visão de dentro do capacete dos pilotos - se usarem um carro de fórmula, você terá inclusive que retirar as viseiras que vão se deteriorando durante a corrida -, visão central do cockpit, dentre outras, estão presente no GTR Evo.

Como Race e Race 07 não foram assim um sucesso de vendas, para a grande maioria, todas essas funções serão tidas como novidades e agradarão a aqueles que são fãs de simulador. Para quem já tem algum jogo da série Race, os gráficos serão os mesmos e poderão frustrar a aqueles que esperavam algo com uma visual melhor.

Áudio
O som do jogo continua sendo um destaque, assim como sempre foi em todos os games da Simbin, desde os antigos Mod’s que ela mesma produzia como o nostálgico F1, da Eletronic Arts. E não é para menos, já que ela usa e abusa de sons reais, capturados de cada carro presente no jogo, deixando assim um realismo total para quem gosta de sentir o "peso" do ronco do motor de um carro de corrida.

Aliás, a coisa fica mais perfeita ainda quando se percebe problemas no motor, na caixa de marcha, ou seja, lá onde for, apenas pelo som diferenciado que o carro faz, dependendo do problema que ele apresente.

Claro, o jogo não tem "apenas" o som do motor do carro, mas sim de tudo a sua volta, e até mesmo da aderência e atrito com o tipo de asfalto que você corre. Isso chega ao ponto de você saber se está "dando uma passadinha" na grama com uma das rodas, ou apenas encostando à zebra. Aliás, a maior evolução quando comparado aos jogos da série foi em relação ao som dos pneus. A forma como foi feita a reprodução deles cantando, e como os sons variam de acordo com a situação em que o pneu se encontra, transmite uma excelente imersão ao guiar, dando uma melhor sensação de quando o carro está no limite de sua aderência.

Todo o áudio é controlável, e para quem gosta de ouvir o som da borracha "queimando" no asfalto a 200 km por hora, assim como eu, basta colocar o volume dessa opção mais alto do que as demais. Fica simplesmente fantástico!

Vale ressaltar que toda essa qualidade sonora já vem de anos de trabalho. Ou seja, não foi feito somente agora para o GTR Evolution. Quem está acostumado a outros games de corrida (arcade, pra variar) vai ficar de queixo caído com a qualidade sonora que a Simbin produz para seus games. Para quem é fã de automobilismo, isso pode ser um diferencial e contribui para atrair cada vez mais fãs.

Um fato interessante é que a Simbin melhorou no que diz respeito à música do game. De todos os jogos lançados por ela, a música que toca durante o menu do jogo é a melhor já produzida até hoje. Não enjoa, não é daquelas que depois de 10 minutos você já quer desligar, e é extremamente bem produzida.

Produzida e criada pelo Christoffer Holmstrom, a trilha poderia ser usada comercialmente, tamanha qualidade, apesar de lembrar alguns timbres de músicas eletrônicas já consagradas.



Multiplayer, Conclusão & Curiosidades

Para o público que busca simular uma corrida de automobilismo, nada melhor do que ter a oportunidade de correr contra seres humanos. Somado esse fator com a jogabilidade proporcionada pelo GTR Evolution, esse é o ponto forte que, a cada dia, atrai dezenas de novos usuários de simuladores de corrida pelo mundo. Atualmente, ao navegar pela internet, é fácil encontrar diversas ligas de automobilismo virtual espalhadas pelo mundo, o que para muitos, já é uma “febre”, e tende a se tornar um esporte virtual, devido ao baixo custo quando comparado a uma carreira no automobilismo real.

Com relação à conexão e Multiplayer do GTR Evolution, estes seguem a linha do Race07, onde a mesma ficou muito mais estável. As disputas porta a porta estão mais freqüentes, pois nos toques, os carros têm uma reação mais realista, algo que foi muito criticado pelos usuários do GTR2. Contudo, ainda está longe de ser considerado um ponto forte da série, visto que é praticamente impossível de realizar corridas com mais de 24 pilotos conectados no servidor.



Conclusão
Para quem não possui jogos da série Race WTCC, vejo que a aquisição do GTR Evolution será um ganho significativo, por ter um visual mais cristalino, com melhores texturas, novos efeitos, e claro, uma variedade imensa de categorias, já que agora engloba dezenas de campeonatos, com carros que vão desde as fórmulas até os de turismo com tração dianteira e traseira.

A jogabilidade teve uma melhora significativa para aqueles que curtem simulação, sendo a maior evolução percebida ao comparar com os precursores da série. Até mesmo aos usar algum tipo de ajuda na hora de pilotar ficou mais fácil pilotar. O uso do teclado, coisa que era praticamente impossível no GTR e GTR2, ficou melhor no Evolution.

Para os usuários que possuem o Race 07, a princípio o GTR Evolution pode parecer mais como um add-on, o que de fato é. Contudo, vai do gosto de cada um. Aqueles que curtem carros mais potentes, maior variedade de marcas e veículos de tração traseira, a aquisição é perfeitamente válida, visto que o Race07 não atende essa lacuna. Outro detalhe, é que com isso, o GTR Evolution ainda proporciona uma atualização em algo que era tido como bom, no caso o Race07, oferecendo ao público uma boa relação custo-benefício.



Curiosidades
Losada
No GTR Evolution, tive a oportunidade de ter meu nome marcado na história desta série de sucesso, onde um dos carros, o Viper GTSR (vermelho e preto, claro! E podem ver nas fotos no final deste review) da equipe Inglesa RaceRoom MotorSport, da série GTP (Grand Touring Pro) tem meu nome como piloto. Recebi esse verdadeiro presente da Simbin, pois segundo a própria empresa, foi a maneira que encontraram para reconhecer todo esforço que já fiz para que a mesma pudesse chegar no sucesso que é hoje.

Luis Carlos
Como curiosidade, em março de 2008, eu tive uma oportunidade de dar uma volta na pista de Curitiba a bordo de uma Ferrari F430 da Racing Team AF Corse Motorola, que disputou o campeonato de GT2 da Fia desse ano, guiada pelo piloto Damien Pasini. Pude conferir de perto o grau de realismo dos simuladores da Simbin. É absolutamente impressionante o nível de realismo alcançado pelo simulador, pois a única diferença (e que diferença) perceptível é a enorme força G proporcionada pelo carro real.