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multiplataforma categoria : multiplataforma | 01.11.2009 / 01h52

Retrospectiva Call of Duty

autor: andrei



O primeiro jogo de FPS (tiro em primeira pessoa, do inglês) surgiu em 1974, mesmo ano do lançamento do famoso "Pong" para os arcades japoneses. "Spasim", seu nome, trazia um conceito altamente primitivo do que hoje conhecemos pelo processo de mirar, atirar, esconder-se, recarregar municação e interagir com determinados pontos de cenários gigantescos povoados com centenas de inimigos.

Pela sua óbvia simplicidade, permitia que o jogador atirasse em alguns alvos a fim de acumular pontos. Ainda, 32 pessoas podiam se conectar online (!) e testar habilidades em partidas competitivas na busca por maiores placares.

Passados pelo menos 15 anos, foi no início da década de 90 que o gênero se reestruturou com o advento de recursos tecnológicos mais rebuscados, como gráficos compostos por profundidade 3D. Sua popularização, junto ao firmamento da lucrativa indústria dos jogos eletrônicos, enfim aconteceu. Os precursores que mais se destacaram nessa fase foram "Wolfestein 3D" (1992), "Doom" (1993), "Quake" (1996), "Golden Eye 007" (1997), "Unreal" (1998), "Half-Life" (1998), "Medal of Honor"(1999) e "Halo" (2001).

    

   

Todas estas séries foram marcos no estilo porque sempre trouxeram inovações e adicionaram ideias de como um jogo de tiro em primeiro pessoa pode e deve ser executado. O mesmo ocorreu com "Call of Duty". Apesar de ter estreado em 2003 (há apenas 6 anos), foi através das mãos do competente estúdio Infinity Ward - pertencente à publicadora Activision - que a franquia mais uma vez redefiniu o já cansado gênero de tiro em primeira pessoa.

Com temas históricos semelhantes aos concorrentes (leia-se Segunda Guerra Mundial, com uma única exceção), o destaque da maioria dos jogos da série sempre focou na maneira de como o enredo é contado. Os principais eventos que definiram a disputa pela nova ordem mundial entre capitalismo e socialismo, durante as batalhas da guerra em questão, sempre estiveram presentes e mostraram, de forma bastante envolvente, impactante e recheada de momentos cruciais, como a história global se sucedeu, ainda que fossem apenas jogos ficcionais.

É com o intuito de relembrarmos todos estes episódios - e de suprir expectativas para o aguardado "Modern Warfare 2" (lançamento mundial em 10 de novembro) - que a Adrenaline traz, a seguir, a retrospectiva temporal da série "Call of Duty", detalhando algumas características primordiais, além de repercussões mercadológicas e mecânicas de jogo. "Soldado....SENTIDO!"

     

     

Call od Duty


"Call of Duty" (Infinity Ward | PC | Novembro 2003)

A série inaugurou sua caminhada no cenário mundial em 2003, com a primeira versão de "Call of Duty". Com o título, a Ininity Ward claramente surpreendeu críticos e gamers ao transportar alguns acontecimentos-chave da Segunda Guerra Mundial exclusivamente para os PCs de forma bastante singular. Uma prova disso? Foi reconhecido, em 2004, pela Academy of Interactive Arts & Sciences (AIAS) como o GOTY (o Jogo do Ano, do inglês).

Um dos fatores que mais chamou atenção na época para a franquia foi que, diferente de outras séries ("Medal of Honor", por exemplo) que exaltavam majoritariamente a conduta norte-americana nas batalhas, o game trouxe perspectivas múltiplas de enredo através do ponto de vista de soldados com outras nacionalidades. Como a mecânica de jogo era bastante funcional, bastava bolar estratégias de ataque em tempo real contra os inimigos, avançar progressivamente pelos cenários e acompanhar a vivência de cada lado envolvido no conflito.   



Na trama, há a possibilidade de desenvolver três campanhas, conforme o país de origem do combatente. Na primeira, o novato soldado Joey Martin, cotado na 506º Parachute Infantry, tem a missão de colaborar no sucesso da tomada da Normandia pelos EUA, em junho de 1944, com a posse do local via reforço aéreo.

Aliado aos americanos, o Reino Unido, sob a conduta do sargento Jack Evans (pertencente à 6º Airbone Division), deve defender dos alemães a região de Ponte Pegasus, na cidade francesa de Bénouville. Já pelos olhares do militar soviético Alexi Ivanovich, o jogador é levado ao confronto da Batalha de Stalingrado, onde deve impedir o avanço do exército nazista comandado por Hitler.

No multiplayer online, cinco modos promoviam o entretenimento pela rede: "Deathmatch" (matança a tudo o que se mover à frente, cuidando da própria segurança), "Team Deathmatch" (cooperativo dividido por times equilibrados, onde o que acumula mais pontos vence), "Retrieval" (é o conhecido Capture-the-Flag modificado, em que um time apenas defende a base onde a bandeira-chave se localiza enquanto outro só especializa estratégias de ataque). Por fim, as modalidades "Search and Destroy" e "Behind the Lines" permitiam a interação dos jogadores por terem que defender objetivos diversos.



"Call of Duty: Finest Hour" (Spark Unlimited | Playstation 2, Xbox e GameCube | Novembro 2004)

Após o lançamento da primeira edição, a Activision repensou estratégias de mercado visando o lucro provido pela rentável indústria e contratou o estúdio Spark Unlimited para a primeira aparição da franquia nos consoles de mesa. "Finest Hour" chegou ao Playstation 2, ao Xbox e ao GameCube um ano após o jogo original. E embora o desdobramento de sua história seja inteiramente baseado no título anterior e encomendado para suprir questionamentos dos donos de tais videogames por não terem uma edição da série, o enredo foi reescrito.

Assim, seis focos (leia-se personagens) diferentes são postos à cheque na história. Três deles são russos: o soldado Aleksandr Sokolov, a sniper/tenente Tanya Pavelovna e o tenente Nikolai Badanovois. Em parceria, devem, junto à armada soviética, percorrer a costa de Stalingard e barrar o avanço alemão. Edward Carlyle, britânico especialista em demolições de estruturas diversas, precisa destruir depósitos, transmissores (antenas) e prédios na porção norte da África a fim de debilitar a performance tecnológica do exército inimigo, presente no local.



Os dois últimos personagens jogáveis são os sargentos americanos Chuck Walker (membro da 1º Infantary Division) e Sam Rivers (comandante de tanques). Ambos, com suporte do amigo e soldado Bennu Church, foram designados a resistir às investidas adversárias e a ocupar as cidades de Aachen e Bastogne, localizadas na Alemanha.

Nos desafios online, até 32 jogadores podiam disputar as partidas competitivas no Xbox pelo serviço da rede Xbox Live; no Playstation 2, eram 16 por sessão. O GameCube, por não ter suporte à conexão com a internet, não trouxe tal opção. Por fim, as críticas de mídias especializadas consideraram o game apenas como mediano, não correspondendo ao realismo visto no jogo original (contendo óbvia defasagem de gráficos e efeitos visuais), além da falta de balanceamento entre momentos épicos e menos turbulentos.

Call of Duty 2


"Call of Duty 2" (Infinity Ward | PC e Xbox 360 | Outubro 2005)

Em 2004, a Infinity Ward voltou a ser requisitada pela Activision para produzir a sequência do primeiro episódio da série. Com "Call of Duty 2" aterrisando nas prateleiras mundiais, o estúdio provou ser não somente capaz de manter a bem estruturada mecânica vista no jogo anterior, mas também por apresentar, de maneira mais cinematográfica, uma frenética Segunda Guerra cheia de ocasiões marcantes e tiroteios intensos bem distribuídos sem perdas de fôlego. Para explicá-los, utilizou um enredo envolvendo quatro personagens controláveis.

Vasili Ivanovich, soldado soviético comandado pelo tenente compatriota Dimitri Volsky, é o encarregado de impedir, junto aos seus aliados no exército russo, a invasão dos alemães a Stalingrad. Já o sargento americano John Davis, pertencente à 7º Armoured Division, entra em batalha no território norte-africano, onde destrói um gigantesco galpão de armazenamento de suprimentos dos inimigos.

Quem une forças (e pontaria certeira) a John na conduta da missão no continente "esquecido" é o britânico David Welsh, especialista em manobragem de tanques de guerra. O quarto e último ponto de vista abrangido pelo game corresponde às ações do cabo também americano Bill Taylor, do 2º Ranger Battalion, em que participa de dois eventos importes da história do confronto: a destruição da artilharia inimiga durante a invasão à Normandia, para assegurar a posse de Point du Hoc, e a perigosa e vulnerável travessia do famoso Rio Reno para pisar em territótio alemão.



Como quase obrigatório em um jogo do gênero FPS, a jogatina online marcou presença mais uma vez. No PC, um servidor era capaz de agregar até 64 jogadores simultâneos em uma mesma partida, disputando acirradas pontuações nos já conhecidos modos "Deathmatch", "Team Deathmatch", "Search & Destroy" e "Capture-the-Flag" e "Headquarters".

No Xbox 360, embora somente oito personagens eram permitidos por rodada na soma total de jogadores, a diferença foi estampada pelo fato de que os conectados à rede online Xbox Live podiam adquirir novos mapas. Foram 13, no total, sendo que três deles eram recriações do primeiro "Call of Duty". 

Em termos de mercado, o game foi o primeiro a estrear na atual geração de videogames, no Xbox 360, da Microsoft. A recepção da crítica e dos já estabelecidos fãs da franquia foi bastante calorosa. Como forma de estampar o sucesso, cerca de cinco milhões de unidades foram vendidas ao redor do globo e dezenas de notas quase que máximas em diversos sites e revistas de renome e credibilidade foram contabilizados. A moral da Infinity Ward estava em plena ascensão.



"Call of Duty 2: Big Red One" (Treyarch e Pi Studios | Playstation 2, Xbox e GameCube | Novembro 2005)

Da mesma maneira como um estúdio desconhecido transportou o primeiro "Call of Duty" aos consoles de mesa (embora com enredo totalmente original), a intenção da Activision em não abandonar a lucrativa geração anterior ao surgimento do Xbox 360 fez com que a empresa contratasse as equipes Treyarch e Pi Studios (até então pouco conhecidas) para realizar o serviço de readaptação às capacidades de tais videogames.



Este jogo, entretanto, possui um diferencial em relação a todos os outros da franquia: o desenvolvimento de sua narrativa é contada sob a perspectiva única de apenas um esquadrão: o Big Red One, alusão ao subtítulo do game. Pertencente ao US Army 1º Infantry Division, o grupo de combatentes procede uma invasão à porção setentrional da África e sua libertação da tirania alemã. Mas a trama não termina aqui. Ainda traçam o objetivo de adentrar na Europa através da Ohama Beach (um dos locais de acesso à Normandia)  para posteriormente alcançar a borda francesa, transpassar a Linha Siegfried e adentrar na Alemanha.

Além da campanha para um jogador, a modalidade multiplayer via internet também marcou presença. Embora não muito bem trabalhado e com objetivos um pouco limitados, donos do Xbox e do Playstation 2 acumularam horas de diversão no aumento de níveis, rankings, habilidades, classes de soldados em pontuações cada vez maiores. Mercadologicamente, "Big Red One" correspondeu ao seu apelo crítico: notas que variaram do 6,0 ao 8,5 garantiram, pelo menos, um total de três milhões e meio de cópias comercializadas.

Call of Duty 3


"Call of Duty 3" (Treyarch | Xbox 360, Playstation 3, Wii, Playstation 2 e Xbox | Novembro 2006)

O terceiro game oficial da série chegou no fim de 2006 e, como já era perceptível em fotos e vídeos antes de seu lançamento, não correspondeu totalmente às expectativas criadas e é considerado o menos envolvente e caprichado em relação aos episódios anteriores. Também pudera: não foi a bem requisitada Inifnity Ward que assumiu a produção, mas o estúdio pouco tradicional Treyacrh, responsável por "Finest Hour" e "Big Red One", spin-offs da franquia.

Mas isso não quer dizer que "Call of Duty 3" esteja muito aquém dos seus predecessores ou seja de todo ruim. Muito pelo contrário. De acordo com o Metacritics, site que reúne e organiza todas as notas que qualquer material artístico-intelectual recebe em análises, o título carrega consigo média geral de 82 pontos, em uma escala que vai de zero a cem. Como se vê, não é de se desprezar. Além disso, curiosamente não chegou aos PCs , sendo uma exclusividade dos consoles de mesa.



Na trama, o jogador tem a chance de desenvolver as batalhas ocorridas após a invasão da Normandia no Dia-D, durante a Operação Cobra. São quatro perspectivas distintas que se completam. Na primeira, o recruta americano Nicholes, da 29º Infantry Division, deve, junto ao seu grupo, reempossar a comunidade de Saint-Lô. O sargento britânico Jaymes Doyle, membro da SAS, aterrissa de paraquedas em solo francês e se encontra com o esquadrão Maquis Resistance para bloquearem o avanço inimigo na região conquistada.

Duas campanhas estreantes são apresentadas. Na canadense, o soldado Joe Cole, pertencente à 4º Canadian Armoured Division, cumpre objetivos secundários que vão além dos determinados pelo general do exército dos Aliados. Liderado pelo tenente Jean-Guy Robichaud, destrói um complexo industrial e impede o avanço das tropas alemães. Já sob o ponto de vista do tenente polonês Bohater, da Polish 1º Armored Division, tem-se a chance de percorrer ambientes pilotando tanques de guerra e eliminando os adversários sorrateiros.

Por fim, o sempre presente multiplayer online permitiu que até 24 jogadores simultâneos pudessem se conectar em disputas pelas maiores pontuações no Xbox 360 e no Playstation 3. Para o primeiro Xbox e o Playstation 2, 16 combatentes participavam da jogatina divididos por times. 

Ao todo, vendeu cerca de 5 milhões de unidades.



"Call of Duty: Roads to Victory" (Amaze Entertainment | Playstation Portable | Março 2007)

Os confrontos da Segunda Guerra Mundial foram transportados à uma telinha de um aparelho com menores capacidades de processamento gráfico e sonoro. No Playstation Portable, da Sony, o portátil ganhou uma edição exclusiva chamada de "Roads to Victory" - outro spin-off -, cuja recepção por crítica e público não foi das melhores, com avaliações medianas que variaram do 5.0 ao 7.5 e vendagens que não chegaram às 250 mil cópias.



Como de costume na franquia, o jogador tem a chance de conhecer mais a respeito do conflito através de diferentes condutas militares. No caso de "Roads to Victory", são três pontos de vista, totalizando 14 missões. Num deles, controla-se um novato solado americano paraquedista, pertencente à 82º Airbone Division, onde deve se deslocar pelos campos minados da parte ocidental da Europa, onde a guerra se instalou. Os outros dois referem-se às condutas de um recruta canadense do 1º Canadian Army e um terceiro britânico paraquedista, membro do British Parachute Regiment

Apesar de não possuir multiplayer em rede possibilitando a interação entre gamers de diferentes regiões do globo, trouxe conexão local via wi-fi com outros PSPs, em que até seis jogadores podiam disputar, em nove mapas, partidas competitivas no "Deathmatch" e cooperativa nas já conhecidas modalidades "Team Deathmatch" e "Capture-the-Flag".

Ainda assim, a produção do estúdio Amaze Entertainment - atual Griptonite Games - definitivamente não vingou. Hoje, é considerado o menos interessante de todos os episódios da franquia.

Call of Duty 4: MW


"Call of Duty 4: Modern Warfare" (Ininity Ward | PC, Xbox 360 e Playstation 3 | Novembro 2007)

Sendo certamente o mais popular entre todos os games da franquia já lançados, "Modern Warfare" foi - e ainda é - absurdamente aclamado por crítica especializada e fãs de FPS. Com mais de 14 milhões de cópias vendidas (somando-se as versões de todas as plataformas) e a conquista de inúmeros prêmios "GOTY" (Jogo do Ano, do inglês), o título saiu da exaustiva rotina da Segunda Guerra Mundial ao trazer a temática de conflitos armados urbanos dos tempos modernos aliada a um robusto e viciante multiplayer online.  

O jogador desenvolve o enredo sob duas perspectivas. Na primeira, assume o papel de "Soap" MacTavish, um soldado novato pertencente às forças especiais do Reino Unido, a SAS. Em outro ponto de vista, comanda Paul Jackson, sargento da US Marine Corps. Ambos os exércitos estão em avanço militar no Oriente Médio, onde a Arábia Saudita sofre um golpe de Estado e tem seu presidente executado. Assim, as ruas do país são dominadas por milícias locais, membros de uma organização terrorista altamente armada conhecida como "Op Force". A guerra civil é, então, instituída.



A missão dos exércitos britânico e americano é encarar a guerra declarada contra o Grande-Satã (EUA e UE), além de evitar que forças ultranacionalistas da Rússia (lideradas por Irman Zakhaev) se aliem ao líder terrorista árabe Al-Asad e evite o lançamento de poderosas ogivas nucleares aos Estados Unidos, o que mataria milhões de civis na superpotência ocidental.

Para o diversificado e bem estruturado multiplayer online, existem sete tipos de modos distintos de missões. Dos corriqueiros "Deathmatch" e "Seacrh & Destroy" aos desafiantes "Capture the Flag" e "Headquarters", escolhe-se a classe de soldado (com seu respectivo equipamento militar) e a partida logo se inicia. As campanhas, sejam elas competitivas (no melhor estilo cada um por si - "Free-for-All") ou cooperativas, agregavam alto valor de replay. Ainda, de acordo com os pontos conquistados pelo jogador em cada objetivo, rankings são liberados juntamente com armamentos e acessórios exclusivos essenciais em certas partidas, trazendo longevidade ainda maior ao jogo.

É válido ressaltar que o Nintendo Wii irá receber sua edição de um dos blockbusteres de 2007 no próximo dia 10 de novembro. O diferencial ficará na jogabilidade proporcionada pelo WiiRemote e o Nunchuk, os controles sensíveis a movimento do console.



"Call of Duty: World at War" (Treyarch | PC, Xbox 360, Playstation 3, Wii, Playstation 2 e Nintendo DS | Novembro 2008)

O último jogo da série lançado até o presente momento, "World at War" retornou às raízes com o desgastado tema da Segunda Guerra Mundial. Embora não tenha obtido o mesmo sucesso de crítica que o episódio anterior, alcançou as 9 milhões de unidades vendidas e impressionou por apresentar mecânica bastante sólida e caprichada ao transmitir as emoções das batalhas ocorridas entre Eixo e Aliados no Pacífico.

O enredo é apresentado ao jogador através de duas vertentes. Uma vista sob os controle do soldado norte-americano Miller, membro da primeira divisão da US Marine Raider, em que é capturado pelas forças japonesas da coalizão militar e imperial local, resgatado em seguida por companheiros do seu esquadrão e continua a batalha pelas ilhas nipônicas.



Na outra, acompanha-se a história do soldado soviético Dimitri Petrenko, integrante do 62º Pelotão do Exército Vermelho (comandado por Stálin), onde vê seu grupo ser assassinado por tropas alemãs. Com o sentimento de vingança por ter sido traído pelos seus aliados, sai em busca, em pleno solo russo, pelo arquiteto do brutal crime, o general nazista Heinrich Amsel.

Além da campanha para um jogador, onde a história é desenvolvida, o multiplayer não foi deixado de lado nesta versão. São, agora, seis modalidades distintas, entre eles os já conhecidos "Deathmatch" e "Capture-the-Flag". Um sistema de níveis (que destrava novos armamentos e até dez espaços extras para carregar mais armamentos) e uma aventura cooperativa com tela dividida para dois jogadores ou com quatro parceiros simultâneos no online foram as novidades trazidas.  

O que vem por aí




Após a breve retrospectiva de todos os episódios da série "Call of Duty", a batalha ainda não terminou. É pertinente salientarmos o que o futuro nos reserva como gamers e como a indústria irá reagir aos próximos lançamentos.

Por enquanto, é sabido que "Modern Warfare 2", continuação do episódio de 2007, é o único jogo em foco para os próximos meses. Na verdade, resta apenas 7 (sete!) dias para sua estreia mundial. Confira a descrição abaixo deste que deverá estar entre os três melhores games de 2009 e receber diversos prêmios de "Jogo do Ano"(GOTY).

A fim de finalizarmos este artigo, vale uma resslava: existem planos da distribuidora Activision em lançar mais títulos da franquia. Em suma, "Call of Duty 7" já se encontra em pré-produção nos estúdios da Treyarch. Mas a escassez de informações mais abrangentes e técnicas é tão grande que é praticamente impossível um aprofundamento de detalhismos e características do título. Por isso, fica para a próxima. "Soldado....DESCANSAR!"


"Call of Duty: Modern Warfare 2" (Infinity Ward | PC, Xbox 360 e Playstation 3 | 10/11/2009)

Segundo analistas de mercado especializados nas tendências da indústria dos jogos eletrônicos, aqui se encontra o game que pode se tornar o produto do ramo do entretenimento mais bem sucedido de todos os tempos no dia do lançamento, superando até mesmo os valores obtidos pelo blockbuster "Grand Theft Auto IV" em 2007, quando bateu o filme "Piratas do Caribe: no Fim do Mundo".

Três motivos de todo esse alarde: 1) o primeiro "Modern Warfare" obteve saída de nada menos que 14 milhões de cópias, então a expectativa e vontade dos fãs de jogarem esta edição já ultrapassou a estratosfera por quilômetros a mil; 2) a campanha principal promete ser não só maior e mais desafiante do que o jogo original, mas o multiplayer online irá oferecer um replay quase infinito com robustas propostas de interação entre jogadores e elevação de níveis em diversos modos e objetivos, seja qual for a plataforma em que se estiver jogando; 3) "Call of Duty" há tempos se consolidou e é extremamente popular, o que pode - e irá - chamar a atenção de muitos outros jogadores para conhecerem o game e involuntariamente a série.

"Modern Warfare 2" acontece cinco anos após "Call of Duty 4", onde organizações terroristas continuam a fomentar a instabilidade política do Império Russo. Liderados pelo ditador Vladimir Makarov, a intenção destes grupos é reivindicar maior autonomia a qualquer custo, mesmo que tenham que acionar novos ataques nucleares a várias regiões do planeta e promover conflitos urbanos.



Sob o comando de John "Soap" MacTravish, agora promovido a capitão do grupo militar de elite do Reino Unido, a SAS, o jogador irá visitar diversos cantos do mundo, como as favelas do Rio de Janeiro, as cidades arenosas do Afeganistão, as montanhas da Rússia e o urbanismo de Washington DC, capital dos Estados Unidos.

Além da campanha singleplayer, a jogatina pela da rede irá adicionar altíssima longevidade ao título. Fora o corriqueiro acúmulo de experiência para destravar novas classes de soldados, habilitar equipamentos e subir no ranking geral, haverá 15 inéditas recompensas que serão obtidas de acordo com a quantidade de inimigos que o jogador abater em sequência (kill streak).

Por fim, a modalidade cooperativa "Special Ops" trará 23 missões independentes à história principal, onde dois jogadores, seja por tela dividia local ou online poderão ocupar bases inimigas e firmar tiroteios contra mais de 50 soldados adversários controlados por rebuscada inteligência artificial. Essas missões terão suas dificuldades alteradas a gosto e serão separadas por grupos de combatentes Alpha, Bravo, Charlie e Delta. Ao final de cada partida, os resultados são mostrados na tela e pode-se ganhar estrelas conforme a performance durante cada objetivo. No total, serão 69 estrelas colecionáveis.