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Introdução
Passado exato um ano após o lançamento de Neverwinter Nights 2 em outubro de 2006, a Obsidian Entertainment lançou a expansão Mask of the Betrayer (MotB), trazida ao Brasil pela Moving Editora no final de fevereiro. Vale destacar que trata-se de uma expansão comum e não uma “full expansion”, ou seja, o jogador deverá ter obrigatoriamente instalado no computador, a versão original de NWN2.
Para quem ainda não conhece a série ou mesmo para os novatos em RPG, vale a pena gastar algumas linhas a mais para tentar situar o universo em que o jogo foi ambientado.
Assim como na versão original, MotB é regido pelas regras de Dungeons & Dragons (D&D) versão 3.5, adaptadas é claro, para os jogos eletrônicos. Por falar em D&D, era impossível escrever esse review sem prestar as últimas (e merecidas) homenagens a Gary Gygax, que juntamente com Dave Arneson, criaram em 1974, um dos estilos de jogos de maior sucesso de todos os tempos, o RPG (Role Playing Game). Gygax faleceu no dia 4 de março aos 69 anos, deixando assim os fãs do estilo um pouco mais órfãos.
Neverwinter Nights é ambientado em um dos mais famosos universos de RPG, o mundo de Forgotten Realms (Os Reinos Esquecidos), bastante rico de detalhes e mais do que propício para garantir boas histórias e aventuras.
A série, que teve início em 2002 pela Bioware, faz parte de um dos jogos do gênero mais aclamados de todos os tempos, como os inesquecíveis Baldur’s Gate (1998 – Bioware), e sua seqüência em 2000 também a cargo da Bioware, Icewind Dale I (2000 – Black Isle Studios) e Icewind Dale II (2002 – Black Isle Studios) só para citar alguns dos mais recentes.
A franquia NWN já vendeu mais de 3,5 milhões de cópias pelo mundo, traduzida para 10 línguas, em mais de 40 países. Além disso, o sucesso do game fez surgir uma das maiores comunidades de fãs do gênero, onde os jogadores podem criar seus próprios universos, missões e histórias para se jogar, com o toolset.
Curiosidade a parte, a Obsidian Entertainment tem como fundador o ex-presidente da Black Isle Studios, Feargus Urquhart, responsável por clássicos como Planescape Torment, Icewind Dale e Baldur's Gate. Experiência no assunto é o que não falta.
Aguardado por milhões de fãs, Mask of the Betrayer promete sanar todos os problemas encontrados na versão original, conforme deixa claro Kevin Saunders, Produtor e Líder de Design do jogo.
Segundo ainda o executivo, a prioridade da equipe de desenvolvimento fora a de elevar o game ao mais alto nível de excelência, voltando as atenções para à otimização de desempenho, polimento de vários aspectos da jogabilidade e elevando a qualidade no aspecto dos ambientes e modelos.
Em outras palavras, a declaração feita por Saunders não só aumenta a expectativa criada em torno da expansão, mas também o nível de exigência por parte de quem joga. Será que o produtor está realmente certo em suas palavras!? É o que a Adrenaline pretende descobrir ao longo deste review. Boa leitura!
Caixa e Manual
A caixa por si só não traz nada de surpreendente em relação à versão original, sendo confeccionado em PVC, idênticas as de DVDs musicais ou de filmes. Na parte da frente há o nome da série com o nome da expansão em destaque (inexplicavelmente fora omitido o tradicional olho com seus 3 pingos, emblema da cidade de Neverwinter). Vale a pena ressaltar (mesmo que em letras minúsculas), a presença do aviso de que é necessário ter a versão original para se jogar MotB e o indicativo de faixa etária (16 anos), recomendado pelo Ministério da Justiça.
Atrás há 2 belíssimas imagens retiradas do jogo, além de conter em forma de tópico, as principais novidades da expansão, Há ainda uma série de informações técnicas (requisitos).
Além da mídia propriamente dita, há apenas o manual (formato de livreto), com um bom número de páginas (78 ao todo), confeccionado em papel couchê de ótima qualidade, resumindo-se a tratar das novidades presentes em Mask of the Betrayer, como a presença de novas raças, classes, classes de prestígio, tendências, skills (habilidades) e feats (talentos). Infelizmente não fora mencionado nada sobre a história de MotB.
As partes negativas nesse quesito ficam por conta da ausência de mapa onde se desenrolam as aventuras (como ocorre na versão original), além dos erros de português que infelizmente parecem fazer parte da imensa maiores dos títulos.

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