
Em pleno 2024, Dead Rising ressuscitou mais vezes que os próprios zumbis do jogo, e talvez isso seja um sinal de que há algo bom aqui para atrair tantos revivals. O game original foi lançado em 2006, com a versão Chop Till You Drop para Wii em 2009 dando uma reanimada nas coisas.
Depois, em 2016, tivemos um remaster para a geração da época e agora, novamente, temos mais uma remasterização. Friso esta palavra para deixar claro que não é um remake. É um remaster, e não é o primeiro. Por quê, de novo?
Eu não sei, mas como temos FIFA, F1 e tantos jogos anuais que nunca mudam e continuam vendendo, talvez a explicação seja puramente comercial. Ou que a gente realmente gosta é de matar zumbis porque não são seres humanos “de verdade”. O fato é que o jogo continua a atrair e a vender bem.
Uma trama clássica com zumbis e caos
Recapitulando, para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer a trama, este é mais um surto de zumbis que devastou uma cidade do interior, deixando apenas um punhado de sobreviventes — dos quais muitos você realmente não gostaria que tivessem ficado vivos.
Inspirado sem pudor no filme Madrugada dos Mortos, o jogo tem uma pegada sandbox em terceira pessoa, mas se passa em grande parte dentro de um shopping americano repleto de caos. Um verdadeiro caos, com quase todas as lojas disponíveis, oferecendo itens, armas, fantasias, roupas e inimigos para enfrentar.
É possível pular em motocicletas e até carros para pegar atalhos subterrâneos e arrancar muita carne morta por aí. E os itens são realmente diversos: é possível queimar zumbis com charutos e armas brancas ou, por que não, usar uma bola de boliche para fazer uns strikes na escada rolante.
O personagem Frank é o puro suco do estereótipo e se alimenta de doces e belos lanches coloniais durante o caos, usando calça jeans e um arsenal de caixas de leite e objetos não convencionais para derrubar tudo que se arrasta enquanto destrói o shopping desenfreadamente. E é daí que vem a graça de toda a coisa.
Diversão além da ação insana
Porém, não é apenas na ação maluca que o jogo é interessante. A história, repleta de senso de humor desde a abertura, aliada à jogabilidade afiada e criativa, mantém o jogo divertido mesmo quase 20 anos depois.
E se você pensava que nada mudaria, boas notícias, pois temos sim alguns avanços. A começar pelos gráficos, que possuem mudanças perceptíveis na iluminação e na maior qualidade das texturas dos personagens. Mesmo em relação ao remaster de 8 anos atrás, o jogo tem uma melhoria significativa, com resolução maior e várias opções de configurações de vídeo.
É um verdadeiro exemplo de como
remasters deviam ser feitos
Assim como Days Gone foi anos depois, Dead Rising é conhecido pela grande quantidade de zumbis na tela. Temos toneladas deles. Toneladas mesmo, com milhares de hordas para você esmagar e atravessar com todos os recursos disponíveis. É claro que aqui o impacto não é o mesmo de duas décadas atrás, mas a quantidade ainda impressiona.
Falando nisso, agora temos vários novos designs de personagens que podem agradar a alguns e talvez desagradar a outros jogadores; no entanto, eu sou do time que vê com bons olhos a tentativa da Capcom de sempre melhorar.
Importantíssimo: vale ressaltar que todos os personagens agora têm dublagem em português do Brasil.
Gráficos atualizados na RE Engine
Se você tem um olhar perspicaz, também vai notar que, ao explorar as áreas mais externas, elas tiveram uma boa melhoria nas sombras, texturas e até mais vegetação. O engraçado é que o jogo não parece velho, mas ainda assim traz um sentimento de que está datado em algumas partes.
Em outras palavras, eu gostaria de ter visto um aperfeiçoamento mais significativo em alguns pontos, ainda mais agora que o PC e os consoles estão bem mais poderosos e podem rodar o jogo acima de 100 fps em 4K se você estiver equipado com uma placa de vídeo topo de linha. Só que nem de longe isso é um problema, apenas um fato.

Se ligar a geração de frames, então ganha facilmente mais 50% de desempenho, o que recomendo, embora tenha visto relatos online de pessoas ainda tendo alguns crashes ao ligar o recurso.
Contudo, a otimização para configurações intermediárias ainda precisa de polimento, com quedas bruscas de FPS em certas combinações de vídeo que exigem baixar a qualidade do jogo para evitar crashes (que pelo menos são menos relevantes graças ao ótimo e novo sistema de save automático).
Jogabilidade fluida, mas com limitações
Falando em jogabilidade, tivemos adaptações interessantes que tornaram o jogo mais fluido — embora Frank ainda pareça andar com o freio de mão puxado —, algo que é meio cansativo quando se enfrenta chefes ou os humanos psicopatas, exigindo que você saiba lidar com estratégias para contornar a movimentação desengonçada.
Também percebo que o jogo, por ser um remaster, transmite uma sensação ruim ao vermos vários inimigos presos em rampas ou obstáculos, principalmente quando usamos veículos. São limitações da tecnologia antiga e, como não é um remake, permaneceram intocáveis. Porém, não deixa de ser frustrante.

No entanto, a IA foi levemente melhorada, principalmente se compararmos com a versão original de 2006, o que traz várias novas perspectivas para destruir o que aparecer na sua frente, já que eles estão flanqueando mais (senti isso principalmente dos sobreviventes humanos).
Vale a pena jogar Dead Rising Deluxe Remaster?
Passados tantos anos, é fácil entender por que Dead Rising ainda vende: o jogo permanece divertido demais. Precisamos tirar o chapéu para a Capcom; as melhorias gráficas da RE Engine são extremamente bem-vindas e a dublagem total para o nosso idioma em todos os personagens é maravilhosa.
Caso você nunca tenha jogado e tem curiosidade, eu digo para ir fundo sem medo de ser feliz. Talvez o valor cheio de R$ 199 para quem já se aventurou antes esteja um pouco descalibrado, contudo nada que uma promoção futura não resolva com um corte no preço.
Eu senti que o jogo ficou levemente mais fluido, mas não vou negar que as limitações dos problemas antigos de movimentação ainda persistem, principalmente para quem está acostumado com games mais atuais. Afinal, não é um remake.
Por fim, Dead Rising Deluxe Remaster é uma remasterização digna e que deveria ser o padrão na indústria para os próximos títulos que seguirem pelo mesmo caminho.
Gráficos melhorados: iluminação e texturas incrivelmente aprimoradas.
Todos os personagens agora contam com dublagem em português do Brasil.
Jogabilidade catótica e criativa, com diversão garantida.
Quantidade de zumbis na tela que até hoje impressiona.
Uma veridade colossal de armas e itens para eliminar zumbis ou sobreviventes
Fotografia e experimentação com mecânicas que permanecem legais
É nostálgico e resgata a atmosfera original muito bem.
Alguns ambientes ainda parecem antigos, mesmo com as melhorias.
A movimentação do Fran ainda é desajeitada, principalmente contra chefes e psicopatas.
Problemas antigos de bugs e glitches com veículos ainda persistem, pois é um remaster e não um remake.
O game Dead Rising Deluxe Remaster foi gentilmente cedido pela Capcom, em versão para PC (Steam), para a realização desta análise.
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