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Crise no Hardware: porque 2026 será um ano mais difícil para montar PC

Este ano começa com tudo para ser um dos mais difíceis para quem estava de olho em montar seu PC

Crise no Hardware: porque 2026 será um ano mais difícil para montar PC
Créditos: Montagem: Bruno Bertole (Adrenaline)

Se você está planejando montar ou atualizar seu computador, o cenário para o próximo ano é de alerta vermelho. O mercado de hardware enfrenta uma tempestade perfeita que promete fazer de 2026 um dos anos mais desafiadores para os entusiastas de PC.

Não se trata apenas de inflação comum: estamos falando de uma mudança estrutural onde as gigantes da tecnologia estão virando as costas para o consumidor doméstico em favor dos lucros astronômicos dos data centers e da Inteligência Artificial.

Abaixo, explicamos os três pilares dessa crise: o caos nas memórias, o gargalo da fabricação e a redução de placas de vídeo.

1. O colapso do mercado de Memórias RAM

O mercado de memórias é dominado por um trio: Samsung, SK Hynix e Micron. Nenhuma delas parece interessada em aumentar a oferta para baixar preços para o consumidor final. Pelo contrário, a estratégia é segurar a produção para manter as margens altas.

A situação chegou a um ponto tão crítico que já existem relatos de usuários recorrendo a adaptadores de memória de notebook (SODIMM) para usar em desktops, numa tentativa desesperada de fugir dos custos elevados das memórias convencionais, mas acaba sendo um paliativo. Afinal, as memórias para notebooks inevitavelmente também começaram a ter um aumento de custo.

O fim da Crucial para consumidores

A notícia mais impactante vem da Micron. A empresa anunciou oficialmente que está encerrando a linha Crucial para o mercado consumidor. Após quase 30 anos sendo sinônimo de qualidade e custo-benefício para gamers, a Micron decidiu focar 100% de seus recursos em data centers.

A justificativa? O crescimento da IA gerou uma demanda tão absurda que eles precisam alocar toda a sua capacidade fabril para atender servidores, abandonando o varejo. Para saber mais sobre esse impacto, confira nossa notícia sobre o fim dos produtos Crucial para consumidores.

A Samsung segue uma linha parecida: divisões internas da empresa chegaram a recusar contratos para priorizar a própria produção interna, focando onde o lucro é maior. Leia mais sobre como a Samsung diminui a produção para manter memórias caras.

2. A Inteligência Artificial está “roubando” seus componentes

O vilão técnico dessa história é a fabricação física dos chips. Componentes voltados para IA, como as memórias HBM (High Bandwidth Memory), ocupam muito mais espaço no wafer de silício do que as memórias GDDR ou chips comuns.

Segundo fontes do setor, fabricar um produto de IA pode custar até 3 vezes mais em área de wafer do que um chip gráfico tradicional. Como a capacidade de fabricação global é finita, as empresas preferem vender um produto caro para uma Big Tech do que vários baratos para gamers. Mesmo com um custo maior de fabricação, as margens muito maiores de um mercado muito aquecido compensam.

O gargalo da ASML e TSMC

Não basta apenas “construir mais fábricas”. A produção de chips de ponta depende de máquinas de litografia EUV, fabricadas exclusivamente pela holandesa ASML. Cada máquina custa cerca de 200 milhões de euros (com novas versões chegando a 400 milhões). Além disso, a grande maioria da produção mundial passa pela TSMC em Taiwan. Com Apple, Nvidia, AMD, Intel e basicamente qualquer empresa relevante brigando pela mesma linha de produção, o gargalo é inevitável.

E iniciar uma linha de produção, para começar uma concorrência, leva não apenas um investimento bilionário. Também leva tempo. Se fosse fácil, acredite, já teria empresas pulando para pegar esse mercado nesse ótimo momento, mas qualquer iniciativa agora vai só colher frutos daqui a vários anos.

Essa demora para subir a produção é uma das justificativas das fabricantes de memórias. Como a escassez é esperada para durar até 2028, para essas empresas não vale a pena investir agora para aumentar a produção e, quando enfim tiver escalado suas linhas de fabricação, já estiver passando essa demanda alta.

3. Nvidia e a escassez de GPUs

A Nvidia, que hoje domina 92% do mercado de GPUs em valor, também está seguindo o dinheiro. Rumores fortes indicam que a empresa deve reduzir a produção de placas da linha GeForce (consumidor) em 30% a 40% na primeira metade de 2026.

O objetivo é liberar espaço nas fábricas da TSMC para produzir chips de IA, que possuem margens de lucro superiores. O resultado prático? Menos placas nas prateleiras para os gamers, e por consequência preços mais altos.

Conclusão: É hora de comprar ou esperar?

O momento atual lembra a “bolha da internet” dos anos 90. Há uma euforia desmedida com IA que, eventualmente, irá se estabilizar. Porém, até lá, a regra é clara: empresas não são suas amigas, elas buscam lucro e vão correr atrás desse mercado que está derramando grana, tanto pelas empresas que não querem ficar de fora, quanto pelos dinheiro governamental sendo injetado nisso tudo.

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