
A Riot Games reuniu nesta semana os principais responsáveis criativos pela cinemática “Por que resistimos”, que marcou o início da Temporada 2026 de Valorant.
Em um painel especial, desenvolvedores explicaram as decisões narrativas, artísticas e musicais por trás do vídeo, que chamou atenção pela intensidade visual e pela trilha sonora baseada em um cover de Toxic.
Participaram da conversa Joe Killeen (Narrative Lead de Valorant), Tim Lembke (Creative Director) e Quentin Baillieux (CoDirector da Brunch Studios, estúdio parceiro responsável pela animação). O painel abordou desde a concepção da história até o processo técnico de produção da cinemática.
Por que “Toxic” foi a música escolhida
Segundo Tim Lembke, a ideia inicial sempre foi trabalhar com uma música pop de grande alcance. No entanto, à medida que a narrativa foi ganhando tons mais sombrios, a equipe avaliou que uma faixa pop tradicional não se encaixaria diretamente no clima da história.
A solução encontrada foi apostar em um cover de uma música icônica de décadas passadas. Quando “Toxic” surgiu como sugestão, a equipe enxergou potencial imediato. O arranjo final foi desenvolvido exclusivamente para a cinemática pelas artistas KiNG MALA e Audrey Nuna, que receberam as imagens sem trilha sonora e construíram a versão a partir do impacto visual da animação.
Lore, personagens e o conflito Alfa vs. Omega
Um dos pontos centrais do painel foi a explicação da lore por trás de “Por que resistimos”. A cinemática retrata diferentes versões dos agentes de Valorant, explorando o conflito entre os universos Alfa e Omega.
Joe Killeen explicou que essas versões representam essencialmente os mesmos personagens, mas moldados por contextos e decisões distintas. Essa dualidade ajuda a aprofundar a narrativa e justificar escolhas dramáticas vistas no vídeo.
A escolha dos agentes também foi cuidadosamente pensada. Omega Breach, por exemplo, foi descrito como um personagem que existe para apoiar e empoderar os outros. Já Viper ocupa o centro emocional da história, sendo retratada como alguém que se importa profundamente com seu mundo e com sua equipe, mesmo que raramente demonstre isso.

A relação entre Viper e Chamber
Um dos elementos que mais repercutiram na comunidade foi a interação entre Viper e Chamber. De acordo com os desenvolvedores, a relação vai além de um vínculo pessoal e representa visões de mundo e escolhas extremas.
Para Tim Lembke, a cena entre os dois carrega múltiplas camadas de significado, refletindo uma conexão complexa construída tanto pela narrativa quanto pela linguagem visual. A equipe da Brunch Studios foi destacada pelo cuidado em traduzir essas nuances em animação.
Do conceito à animação final
A produção de “Por que Resistimos” começou no fim de 2024, com a definição da jornada narrativa de Viper como base da história.
O processo completo levou cerca de oito meses, dentro de um ciclo que normalmente varia entre seis e nove meses para cinemáticas desse porte.
Durante esse período, o roteiro passou por cinco versões diferentes até chegar ao formato final. A colaboração entre a Riot e a Brunch Studios foi descrita como constante, com ajustes contínuos para alinhar narrativa, ritmo e impacto visual.
Storyboard, cores e identidade visual
O uso intensivo de storyboarding foi outro destaque do painel. A técnica, baseada em sketches desenhados à mão e organizados em sequência animada, ajudou a estruturar cada cena antes da animação final.
A semelhança artística percebida por parte da comunidade com Arcane também foi comentada. Segundo Tim Lembke, isso se deve à presença de artistas que já trabalharam com a Fortiche, estúdio responsável por Arcane, trazendo essa bagagem visual para o projeto.
Após o storyboard, o time desenvolveu o chamado colorboard, etapa essencial para definir o tom emocional de cada cena. As cores foram usadas como ferramenta narrativa, ajudando a transmitir tensão, vingança e resistência sem depender apenas de diálogos.

Uma cinemática pensada para impacto imediato
De acordo com os criadores, a proposta era clara: entregar uma animação impactante, direta e energética, em contraste com o tom mais melancólico de “Por que lutamos”, lançada anteriormente. A intenção foi provocar uma reação imediata do público e reforçar que Valorant entra em 2026 com uma identidade mais intensa e agressiva.
Com “Por que resistimos”, a Riot Games reforça a importância das cinemáticas como parte fundamental da narrativa de Valorant, conectando música, arte e lore em uma experiência que vai além do jogo competitivo.
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