A Intel acaba de apresentar na CES 2026 o que pode ser o lançamento mais importante de sua história recente: a linha Intel Core Ultra Série 300, codinome Panther Lake.
Após anos de desafios técnicos e a transição de clientes importantes para outras arquiteturas, a nova geração promete resolver de uma vez por todas o equilíbrio entre performance extrema e eficiência energética.
O fim da era dos nanômetros: a chegada dos 18 angstroms
O grande diferencial desta geração reside na sua fabricação. A Intel está estreando a litografia 18 angstroms (ou 1.8 nm). Esse avanço é um marco para a empresa, que por muito tempo ficou presa nos processos de 14 nm, enfrentando problemas de aquecimento e perda de competitividade.
Com os 18 angstroms, a Intel volta a ter um processo de fabricação de transistores altamente compacto e competitivo, permitindo criar chips muito mais robustos e eficientes.
Arquitetura híbrida: até 27 horas de bateria?
A arquitetura do Panther Lake foi desenhada em “tiles” (blocos específicos para computação, GPU e conectividade) e traz uma configuração de até 16 núcleos:
- 4 núcleos de performance (P-cores) para tarefas pesadas.
- 12 núcleos de baixo consumo, divididos em clusters para máxima eficiência.
O resultado prático é impressionante. Em demonstrações, o chip foi capaz de rodar videochamadas e múltiplas abas de vídeo usando apenas quatro núcleos de baixíssimo consumo, mantendo o restante do processador e até a GPU desligados.
Segundo estimativas da Intel, essa gestão inteligente de energia pode levar a autonomia de notebooks a até 27 horas em reprodução de vídeo.
Gaming de respeito com Intel Xe Gen 3
Para quem busca desempenho gráfico, a nova GPU integrada baseada na tecnologia Xe de 3ª geração traz saltos consideráveis. Em testes com o jogo Battlefield 6, o sistema alcançou 237 FPS utilizando o gerador de quadros por IA da Intel. Mesmo de forma nativa e em qualidade alta, o chip manteve uma taxa de quadros estável acima de 70 FPS em Full HD.
O ponto que mais chama a atenção não é apenas o FPS, mas o silêncio. Ao contrário de gerações passadas, conhecidas por ventoinhas barulhentas e superaquecimento, os novos chips operam de forma fria e silenciosa, resolvendo as críticas que fizeram a Apple, por exemplo, abandonar a Intel no passado.
IA e produtividade sem consumir CPU
A inteligência artificial é o coração desta nova era. Graças à NPU (Unidade de Processamento Neural) dedicada, tarefas de IA não “roubam” performance da CPU ou GPU. Exemplos práticos mostrados incluem:
- Edição de vídeo: no DaVinci Resolve, a IA faz o rastreamento de objetos e troca de cores de forma acelerada por hardware, mesmo em computadores compactos sem placa de vídeo dedicada.
- Acessibilidade e criação: integrações com o Elgato Prompter permitem que o texto do teleprompter avance automaticamente seguindo o ritmo da voz do usuário, consumindo apenas 20% da NPU e quase nada de energia.
Um novo padrão para PCs?
O Intel Core Ultra 300 “Panther Lake” parece ser a resposta definitiva da Intel para o mercado de notebooks ultrafinos e All-in-Ones. Ao unir o poder de processamento que a marca sempre teve com uma eficiência térmica e de bateria que antes parecia impossível, a Intel coloca-se novamente na liderança da inovação tecnológica.
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