
No começo desta semana, a Microsoft iniciou os testes de seus novos “agentes de inteligência artificial” (IA) para o Windows 11. Eles prometem automatizar diversas tarefas do sistema operacional, contanto que tenham os recursos e permissões de privacidade para isso — no entanto, esses não são os únicos aspectos com os quais seus usuários vão ter que se preocupar.
Segundo a própria empresa, quem decidir testar os novos recursos, atualmente restritos a uma pequena quantidade de consumidores, pode ser infectado com malwares. Isso porque eles estão sujeitos a práticas de injeções de prompt que podem prejudicar a segurança de sua máquina, entre outros problemas.

Enquanto a empresa promete que a IA agêntica do Windows 11 sempre vai depender da autorização de usuários, a autonomia dada a ela acompanha riscos claros. Até mesmo por isso, o recurso estreou desabilitado por padrão — e só vai poder ser ligado por administradores de sistema, afetando todos os demais usuários do mesmo PC no processo.
Windows 11 vai registrar todas as atividades de seus agentes de IA
Ciente de que sua nova solução está sujeita a ataques, a Microsoft tomou algumas medidas para evitar brechas de segurança. Entre elas, está garantir que todas as ações do sistema de automação vão poder ser observadas e auditas pelos usuários que decidirem ativá-lo.
Segundo a empresa, os agentes de IA do Windows 11 sempre vão produzir logs que vão registrar em detalhes tudo o que fizeram. No entanto, a companhia não esclarece o que acontece caso um atacante externo ou arquivo comprometido faça com que essa instrução não seja cumprida.

No passado, a empresa já trouxe questões semelhantes com ideias como o Recall, que seria capaz de auxiliar na realização de tarefas e “rebobinar” o PC. No entanto, o sistema fazia isso registrando todas as ações dos usuários — o que gerou uma série de preocupações sobre privacidade e segurança.
A nova questão dos agentes de IA deixa evidente um problema da tecnologia que a Microsoft e outras empresas procuram “ignorar” em seus materiais de divulgação. Como a solução que ela quer implementar no Windows 11 não é realmente capaz de pensar e, portanto, é incapaz de distinguir entre arquivos válidos ou comprometidos, ela sempre estará sujeita a erros e falhas de execução — especialmente dado sua natureza essencialmente probabilística.
Fonte: Windows Central, Microsoft
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