
Muito se fala do apetite insaciável por memórias da indústria do processamento de IA, mas nem sempre temos métricas tão ilustrativas como as projeções mais recentes da KeyBanc, empresa de análise financeira. Em um texto recente sobre o segmento, a companhia projeta que a NVIDIA vai usar quase 10% do total de memórias que toda a indústria de celulares precisaria para 2026.
O texto foi compartilhado na íntegra por @jukan05. O foco está em diferentes previsões de ganhos e crescimento no mercado de memórias, mas é falando do suprimento de chips que a análise chama mais atenção:

“Do lado de fornecimento, OEMs de smartphones terão que competir com hiperescaladores para conseguir não apenas NAND, mas também LPDDR5X”, diz o texto, em tradução livre.
“A mais recente CPU Vera da NVIDIA usa 1,5TB de memória – acima dos 512GB da Grace – indicando que a NVIDIA vai precisar de 20 bilhões de Gigabits (Gb) neste ano. Esse consumo é equivalente a 100-150 milhões de celulares, ou apenas um pouco abaixo de 10% do mercado total de smartphones.”
Indústria se prepara para consumo da tecnologia ICMS
A projeção vem das mesmas expectativas já citadas pela Citi, que espera um consumo gigantesco de NAND por parte da NVIDIA para possibilitar a introdução de sua nova tecnologia ICMS (Interface Memory Context Storage).

Basicamente se trata de memória NAND dedicada para o KV Cache das novas placas, que deve ter um impacto exponencial de chips em cada rack da empresa para IA.
A KeyBanc acrescenta que o apetite da NVIDIA vai alcançar módulos LPDDR5X também, usados principalmente em celulares high-end.
Mercado de celulares deve cair em 2026
Junto com suas projeções do consumo exacerbado de memória da NVIDIA, a KeyBanc espera aumento de preços em smartphones e, por consequência, queda na demanda.
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A empresa diz que Apple e Samsung devem garantir suprimento suficiente para seus modelos, porém, uma vez que 20% do valor total de materiais (BOM) dos smartphones vem de memórias, os preços para os celulares das fabricantes pode subir entre US$ 100 a US$ 150.
O resultado é uma estimativa de envios de smartphone reduzindo de 3% a 5% ao longo de 2026, acompanhando outros produtos eletrônicos que também precisem de chips de memórias.
Via: WCCFTech
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