
Quem esperava ver grandes anúncios de placas de vídeo na CES 2026 ficou a ver navios. A conferência de Jensen Huang focou quase inteiramente em soluções de IA para servidores, deixando o público gamer sem novidades imediatas.
No entanto, o vácuo de informações oficiais foi preenchido por um vazamento importante: a série RTX 60 tem lançamento previsto para 2027 e esse parece ser o novo cronograma da NVIDIA, sugerindo que a próxima geração de GPUs domésticas pode demorar mais do que o habitual para chegar às prateleiras.
A informação vem do conhecido leaker de hardware kopite7kimi, que publicou detalhes sobre a arquitetura que sucederá a linha Blackwell (RTX 50).
Segundo a fonte, a NVIDIA utilizará a arquitetura Rubin também para as placas de vídeo de consumo, sob o codinome de dies “GR20x“. A previsão de estreia estaria marcada apenas para o segundo semestre de 2027, o que colocaria um intervalo considerável entre as gerações.
Arquitetura Rubin chega aos games
Originalmente, a arquitetura Rubin foi projetada como a sucessora da Blackwell para datacenters, sendo o coração do supercomputador Vera Rubin NVL72 e da placa aceleradora Rubin CPX.
É raro a NVIDIA compartilhar a mesma nomenclatura de arquitetura entre linhas profissionais e GeForce (como aconteceu com Pascal e Ampere), mas rumores indicam que a empresa reaproveitará o design.
Análises feitas em blocos de hardware da Rubin CPX no ano passado já indicavam a presença de estruturas gráficas que seriam desnecessárias para cargas de trabalho puramente de aprendizado de máquina.
Isso corrobora com a teoria de que a NVIDIA planejou desde o início portar essa tecnologia para o segmento de PC Games, possivelmente trazendo um salto de performance bruta significativo, estimado em 30% apenas pelas especificações preliminares, sem contar melhorias de clock ou litografia.

Foco total em inteligência artificial
Se o desempenho em rasterização tradicional ainda é uma incógnita, o salto em IA promete ser massivo. A plataforma Vera Rubin apresenta uma velocidade até 5x maior que a Blackwell em aplicações de inteligência artificial.
Para os jogadores, isso pode não significar taxas de quadros 5x maiores nativamente, mas aponta para uma integração ainda mais profunda com tecnologias como o DLSS.
Jensen Huang reiterou na CES 2026 que o futuro dos gráficos é a renderização neural, e não a rasterização bruta.
Com isso em mente, uma arquitetura com capacidades de IA vastamente superiores faz todo o sentido para a série RTX 60, permitindo que futuras versões de geração de quadros e reconstrução de imagem rodem com latência mínima e qualidade superior.
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Escassez de memórias e o destino da RTX 50
A notícia do lançamento distante da RTX 60 chega em um momento delicado. A atual série RTX 50 sofreu críticas por manter o mesmo nó de produção da série RTX 40, resultando em ganhos de performance marginais fora dos cenários com Frame Generation.
Para piorar, rumores indicam que a atualização “Super” da linha atual pode ter sido cancelada ou adiada indefinidamente devido à escassez global na cadeia de suprimentos de DRAM.
Com a NVIDIA possivelmente pulando uma atualização de meio de ciclo e focando seus recursos de fabricação em chips de IA de alta margem, os entusiastas podem ter que esperar até o final de 2027 para ver uma verdadeira evolução tecnológica no segmento gráfico.
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